O que são palpitações?

Palpitações são a percepção consciente dos próprios batimentos cardíacos. Normalmente, não notamos o coração batendo — mas quando as palpitações ocorrem, o coração parece estar "soando" no peito de forma perceptível, seja por bater muito rápido, muito forte, de forma irregular, ou como se fosse "falhar" ou "virar" no peito.

As palpitações são um sintoma extremamente comum: estima-se que a maioria das pessoas experimente palpitações em algum momento da vida. Na maior parte das vezes, são inofensivas e passageiras. Contudo, em alguns casos, podem ser sinal de uma arritmia cardíaca significativa ou de outra condição cardíaca que exige avaliação e tratamento.

O Dr. Maikon Madeira, cirurgião cardiovascular com CRM-SC 28.441, atende pacientes com palpitações em Itajaí, Balneário Camboriú e Joinville, realizando investigação completa para determinar a causa e orientar o tratamento mais adequado.

Tipos de palpitações: como elas se manifestam?

As palpitações podem ter apresentações bem diferentes, e descrever exatamente como você as sente é fundamental para o médico orientar o diagnóstico:

  • Coração acelerado (taquicardia): batimentos rápidos, podendo ser regulares ou irregulares
  • "Salto" ou "virada" no peito: sensação de que o coração "pulou" um batimento ou bateu fora do ritmo — geralmente causada por extrassístoles (batimentos extras)
  • Batimentos fortes e pesados: o coração parece bater com mais força que o normal
  • Ritmo irregular: batimentos descompassados, sem regularidade perceptível — pode indicar fibrilação atrial
  • Batimentos lentos com pausa: sensação de o coração "parar" por um instante

Causas das palpitações

As palpitações podem ser desencadeadas por causas cardíacas e não cardíacas. Identificar a causa é essencial para definir se o tratamento é necessário e qual deve ser.

Causas não cardíacas (geralmente benignas)

  • Ansiedade e estresse: a adrenalina liberada em situações de estresse acelera o coração e pode causar palpitações intensas, mesmo sem doença cardíaca
  • Síndrome do pânico: episódios de palpitações, falta de ar e sensação de morte iminente em pessoas com transtorno de pânico
  • Cafeína em excesso: café, energéticos, chá preto e refrigerantes à base de cola podem causar palpitações, especialmente em pessoas sensíveis
  • Consumo de álcool: o "coração do sábado à noite" — fibrilação atrial desencadeada pelo consumo de álcool — é uma realidade clínica bem conhecida
  • Hipertireoidismo: o excesso de hormônio tireoidiano acelera o metabolismo e o coração, causando palpitações, emagrecimento, tremor e nervosismo
  • Anemia: com menos hemoglobina para transportar oxigênio, o coração precisa bater mais rápido para compensar
  • Desidratação e baixa de pressão arterial: podem desencadear taquicardia reflexa
  • Medicamentos: alguns remédios (descongestionantes nasais, broncodilatadores, antidepressivos) podem causar palpitações como efeito colateral

Causas cardíacas das palpitações

  • Extrassístoles: batimentos extras que surgem fora do ritmo normal. São muito comuns e, na maioria das vezes, benignas. Mas em pessoas com doença cardíaca estrutural, podem indicar maior risco
  • Fibrilação atrial (FA): a arritmia cardíaca mais comum, caracterizada por batimentos irregulares e desordenados nos átrios. Aumenta significativamente o risco de AVC e pode causar insuficiência cardíaca ao longo do tempo
  • Taquicardia supraventricular (TSV): episódios de coração muito acelerado (geralmente 150-250 bpm), de início e fim súbitos, que podem durar minutos ou horas
  • Taquicardia ventricular: arritmia mais grave, originada nos ventrículos, que pode evoluir para fibrilação ventricular e parada cardíaca
  • Síndrome de Wolff-Parkinson-White: condição congênita em que existe uma via elétrica extra no coração, predispondo a taquicardias
  • Doenças valvares: estenose e insuficiência de válvulas cardíacas podem causar arritmias e palpitações
  • Cardiomiopatia hipertrófica: doença genética do músculo cardíaco associada a arritmias graves e morte súbita em jovens e atletas
Procure atendimento de emergência se as palpitações vierem acompanhadas de:
  • Desmaio ou quase desmaio (pré-síncope)
  • Dor no peito intensa
  • Falta de ar grave
  • Coração batendo a mais de 150 bpm por vários minutos sem parar
  • Fraqueza súbita e intensa nos braços ou pernas
  • Alteração da fala ou da visão (pode indicar AVC associado à FA)

Quando as palpitações precisam de investigação médica?

Palpitações ocasionais e de curta duração, sem sintomas associados, em pessoas jovens sem doença cardíaca conhecida geralmente não exigem investigação urgente. Porém, a avaliação médica é recomendada quando as palpitações:

  • Ocorrem com frequência ou por períodos prolongados
  • Estão se tornando cada vez mais frequentes ou intensas
  • Surgem durante o exercício físico
  • Vêm acompanhadas de tontura, falta de ar ou dor no peito
  • Ocorrem em pessoa com histórico de doença cardíaca
  • Surgem em pessoas com histórico familiar de morte súbita cardíaca
  • Causam grande ansiedade e impacto na qualidade de vida

Como é investigada a palpitação?

A investigação das palpitações começa pela consulta clínica detalhada. O Dr. Maikon Madeira investiga as características dos episódios, os possíveis gatilhos, a duração, a frequência e os sintomas associados. Os principais exames solicitados são:

  • Eletrocardiograma (ECG): pode detectar arritmias, hipertrofia das câmaras e síndrome de Wolff-Parkinson-White
  • Holter 24 horas: monitorização contínua do ritmo cardíaco durante 24 a 48 horas, para capturar arritmias que não aparecem no ECG convencional
  • Ecocardiograma: avalia a estrutura do coração e descarta doenças estruturais
  • Exames de sangue: dosagem de hormônios tireoidianos, hemograma, eletrólitos
  • Monitor de eventos cardíacos: para casos em que as palpitações são raras e o Holter não consegue capturá-las
Fibrilação atrial e risco de AVC: o que você precisa saber

A fibrilação atrial aumenta em 5 vezes o risco de AVC isquêmico. Muitas pessoas vivem com FA sem saber, pois nem sempre causa sintomas perceptíveis. O diagnóstico e o tratamento precoce são fundamentais para prevenir o derrame cerebral. Se você sente palpitações irregulares frequentes, consulte um especialista cardiovascular em SC.

Tratamento das palpitações em SC

O tratamento das palpitações depende da causa identificada. Para as causas benignas (extrassístoles, por exemplo), muitas vezes a conduta é apenas o acompanhamento e a orientação sobre mudanças no estilo de vida. Para a fibrilação atrial, o tratamento inclui controle da frequência cardíaca, anticoagulação para prevenir AVC e, em casos selecionados, cardioversão elétrica ou procedimentos de ablação.

Em casos de arritmias ventriculares graves ou associadas a doenças cardíacas estruturais, o tratamento pode incluir medicamentos antiarrítmicos, implante de cardiodesfibrilador implantável (CDI) ou cirurgia cardíaca para correção da doença de base.

O Dr. Maikon Madeira oferece avaliação completa e tratamento especializado para pacientes com palpitações em Joinville, Itajaí e Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

Dr. Maikon Madeira — CRM-SC 28.441
Cirurgião Cardiovascular | SBCCV | CFM
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