O que são valvopatias?

Valvopatias são doenças que afetam as válvulas do coração — as estruturas que funcionam como "porteiras" unidirecionais entre as câmaras cardíacas e os grandes vasos, garantindo que o sangue flua sempre na direção correta. O coração possui quatro válvulas: mitral, aórtica, tricúspide e pulmonar. Qualquer uma delas pode desenvolver alterações que comprometem o funcionamento adequado do coração.

As valvopatias estão entre as doenças cardíacas mais comuns, afetando cerca de 2,5% da população geral — e sua prevalência aumenta significativamente com a idade. Em Santa Catarina, o Dr. Maikon Madeira, cirurgião cardiovascular com CRM-SC 28.441 e membro da SBCCV, é especialista no diagnóstico e tratamento cirúrgico das valvopatias, com atendimento em Itajaí, Balneário Camboriú e Joinville.

Tipos de valvopatias: estenose e insuficiência

Toda doença valvar pode ser classificada em dois tipos básicos de disfunção, que podem ocorrer isoladamente ou em combinação na mesma válvula:

  • Estenose valvar: a válvula fica estreitada e não abre completamente, dificultando a passagem do sangue. O coração precisa fazer mais força para empurrar o sangue através da abertura reduzida, aumentando a carga de trabalho cardíaco
  • Insuficiência valvar (regurgitação): a válvula não fecha adequadamente, permitindo que o sangue retorne para a câmara anterior. Isso obriga o coração a bombear um volume extra de sangue a cada batimento para compensar o refluxo
  • Doença mista: quando a mesma válvula apresenta estenose e insuficiência simultaneamente

Principais valvopatias e suas características

Estenose aórtica

É a valvopatia mais comum em adultos acima de 65 anos nos países desenvolvidos. Causa-se principalmente pelo depósito de cálcio nas cúspides da válvula aórtica ao longo dos anos — processo chamado de calcificação degenerativa. Em países em desenvolvimento, a febre reumática ainda é causa importante.

A estenose aórtica grave se manifesta classicamente com a tríade: angina (dor no peito), síncope (desmaio) e dispneia (falta de ar). O aparecimento de qualquer um desses sintomas indica estenose grave e é indicação de intervenção, pois a sobrevida sem tratamento é muito limitada após o início dos sintomas.

Insuficiência mitral

É a valvopatia mais frequentemente submetida a cirurgia. Pode ser causada por prolapso da válvula mitral (a causa mais comum nos países ocidentais), febre reumática, isquemia do músculo cardíaco (rotura de cordoalha tendínea após infarto) ou endocardite infecciosa.

Na insuficiência mitral aguda grave (por exemplo, após rotura de cordoalha), o paciente pode evoluir com edema pulmonar fulminante. Já na forma crônica, os sintomas aparecem gradualmente — falta de ar progressiva, intolerância ao exercício e, eventualmente, fibrilação atrial e insuficiência cardíaca.

Estenose mitral

Causada quase exclusivamente pela febre reumática, que destrói a válvula mitral progressivamente ao longo de anos. É mais comum em mulheres e em populações de países em desenvolvimento. A abertura estreitada da válvula dificulta o esvaziamento do átrio esquerdo, gerando congestão pulmonar progressiva, fibrilação atrial e risco de AVC por formação de trombos no átrio.

Insuficiência aórtica

Pode ser causada por dilatação da raiz da aorta (como na síndrome de Marfan), válvula aórtica bicúspide (congênita), endocardite, febre reumática ou dissecção aórtica aguda. Na forma crônica, o coração se adapta progressivamente, tolerando a sobrecarga por longos períodos antes de surgir disfunção ventricular irreversível — por isso a vigilância e o timing cirúrgico são fundamentais.

Valvopatias da válvula tricúspide

A insuficiência tricúspide funcional — causada pela dilatação do anel valvar por doença do lado esquerdo do coração — é muito mais comum do que a doença primária da tricúspide. Causa sinais de congestão do lado direito do coração: inchaço nas pernas, ascite (barriga d'água) e disfunção hepática. Frequentemente é tratada cirurgicamente de forma simultânea a procedimentos nas válvulas esquerdas.

Causas das valvopatias

Principais causas de valvopatias:
  • Febre reumática: sequela de infecção estreptocócica na infância, ainda comum no Brasil
  • Degeneração calcífica: principal causa de estenose aórtica em idosos
  • Prolapso da válvula mitral: condição congênita, causa mais comum de cirurgia mitral no ocidente
  • Endocardite infecciosa: infecção bacteriana das válvulas, emergência cirúrgica em casos graves
  • Congênitas: válvula aórtica bicúspide, anomalia de Ebstein da tricúspide
  • Isquêmica: infarto que compromete os músculos papilares da válvula mitral
  • Doenças do tecido conjuntivo: síndrome de Marfan, síndrome de Ehlers-Danlos

Sintomas das valvopatias

As valvopatias leves a moderadas frequentemente são assintomáticas por anos. Os sintomas aparecem quando a doença está avançada e o coração já está sobrecarregado. Os mais comuns são:

  • Falta de ar progressiva, inicialmente ao esforço e depois em repouso
  • Intolerância ao exercício físico
  • Cansaço excessivo
  • Palpitações (frequentemente por fibrilação atrial associada)
  • Inchaço nas pernas
  • Dor no peito (especialmente na estenose aórtica)
  • Desmaio ou quase desmaio (síncope)
  • Sopro cardíaco (detectado pelo médico na ausculta)

Diagnóstico das valvopatias

O ecocardiograma é o exame fundamental para o diagnóstico e acompanhamento das valvopatias. Permite visualizar a anatomia das válvulas, medir a gravidade da estenose ou insuficiência, avaliar o impacto sobre a função cardíaca e monitorar a evolução ao longo do tempo. O ecocardiograma transesofágico oferece imagens ainda mais detalhadas, especialmente úteis no planejamento cirúrgico.

Tratamento cirúrgico das valvopatias

O tratamento definitivo das valvopatias graves é cirúrgico — não há medicamento que reverta a doença das válvulas, apenas que controle os sintomas temporariamente. A cirurgia pode ser de dois tipos:

  • Plastia valvar (reparo): quando possível, é sempre preferível. Preserva a válvula original do paciente, oferece melhores resultados a longo prazo e não exige anticoagulação permanente na maioria dos casos
  • Troca valvar (prótese): quando o reparo não é viável, a válvula doente é substituída por uma prótese biológica (durável por 15-20 anos, sem necessidade de anticoagulante) ou mecânica (mais durável, mas exige anticoagulação permanente)

O Dr. Maikon Madeira tem larga experiência em cirurgia valvar, com mais de 800 procedimentos cardiovasculares realizados em mais de 15 anos de atuação em Santa Catarina.

Sinais de alerta: procure avaliação urgente se apresentar:
  • Falta de ar súbita e intensa
  • Desmaio ou quase desmaio
  • Dor no peito em repouso
  • Palpitações irregulares frequentes
  • Febre persistente (possível endocardite)
  • Inchaço rápido nas pernas ou barriga
Dr. Maikon Madeira — CRM-SC 28.441
Cirurgião Cardiovascular | SBCCV | CFM
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