O que é um aneurisma de aorta?
O aneurisma de aorta é uma dilatação anormal e localizada de um segmento da aorta — o maior vaso sanguíneo do corpo humano, que parte diretamente do coração e distribui sangue para todo o organismo. Um aneurisma se forma quando a parede da aorta enfraquece, não suportando mais a pressão sanguínea constante, e começa a se dilatar progressivamente.
Ao contrário do que muitos pensam, o aneurisma não é um "coágulo" nem um bloqueio — é exatamente o oposto: um alargamento anormal do vaso. O perigo está no risco de ruptura: quando a aorta rompe, ocorre hemorragia interna maciça com altíssima mortalidade. Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento criterioso são fundamentais.
O Dr. Maikon Madeira, cirurgião cardiovascular com CRM-SC 28.441 e membro da SBCCV, é especialista no diagnóstico e tratamento do aneurisma de aorta, com consultórios em Itajaí, Balneário Camboriú e Joinville, em Santa Catarina.
Tipos de aneurisma de aorta
Os aneurismas são classificados conforme sua localização ao longo da aorta:
- Aneurisma da aorta torácica ascendente: localizado no segmento que sai do coração, antes do arco aórtico. Frequentemente associado à válvula aórtica bicúspide, síndrome de Marfan e outras doenças do tecido conjuntivo. O risco de dissecção é alto quando o diâmetro ultrapassa 5,5 cm (ou 5,0 cm em pacientes com Marfan ou outros fatores de risco)
- Aneurisma do arco aórtico: localizado na curvatura da aorta que dá origem aos vasos da cabeça e pescoço. É o tipo mais complexo para tratamento cirúrgico
- Aneurisma da aorta torácica descendente: na porção que desce pelo tórax, ao lado da coluna. Frequentemente associado ao tabagismo e à hipertensão
- Aneurisma da aorta abdominal (AAA): o tipo mais comum, localizado abaixo do diafragma. Afeta principalmente homens acima de 65 anos fumantes ou ex-fumantes. Muitas vezes descoberto por acaso em exames de imagem. O risco de ruptura aumenta significativamente quando o diâmetro ultrapassa 5,5 cm
- Aneurisma toracoabdominal: quando a dilatação envolve tanto a aorta torácica quanto a abdominal
Causas e fatores de risco do aneurisma de aorta
O desenvolvimento do aneurisma de aorta envolve uma combinação de fatores genéticos e ambientais que levam ao enfraquecimento progressivo da parede aórtica:
- Tabagismo: o maior fator de risco para aneurisma abdominal — fumantes têm risco 8 vezes maior; ex-fumantes mantêm risco elevado por décadas
- Hipertensão arterial crônica: a pressão elevada constante desgasta a parede da aorta
- Aterosclerose: acúmulo de placas de gordura que compromete a estrutura da parede arterial
- Histórico familiar: parentes de primeiro grau com aneurisma têm risco significativamente aumentado
- Sexo masculino: homens têm 4 a 6 vezes mais risco que mulheres para aneurisma abdominal
- Idade acima de 65 anos
- Válvula aórtica bicúspide: malformação congênita associada a aneurismas da aorta ascendente
- Síndrome de Marfan e outras doenças do tecido conjuntivo: causam fraqueza intrínseca da parede aórtica desde o nascimento
- Infecções e inflamações da parede aórtica (aortite)
Sintomas: o aneurisma é silencioso?
Sim — a maioria dos aneurismas de aorta é completamente assintomática e descoberta por acaso durante exames de imagem realizados por outros motivos (ultrassonografia abdominal, tomografia do tórax, etc.). Essa característica faz do aneurisma uma doença traiçoeira: o paciente sente-se bem enquanto o aneurisma cresce silenciosamente, até que uma complicação — ruptura ou dissecção — ocorre de forma abrupta e catastrófica.
Quando presentes, os sintomas podem incluir:
- Dor lombar ou abdominal persistente (no aneurisma abdominal)
- Sensação de pulsação abdominal anormal
- Dor no peito ou nas costas (no aneurisma torácico)
- Rouquidão persistente (compressão do nervo laríngeo pela aorta dilatada)
- Dificuldade para engolir (compressão do esôfago)
- Dor abdominal ou lombar súbita e intensa, "como nunca sentiu antes"
- Dor no peito ou nas costas de início abrupto e muito intensa
- Queda brusca da pressão arterial com desmaio
- Palidez extrema, suor frio e fraqueza intensa
- Distensão abdominal com endurecimento da barriga
Quando o aneurisma de aorta deve ser operado?
A decisão de operar um aneurisma de aorta se baseia no equilíbrio entre o risco de ruptura (que aumenta com o tamanho) e o risco cirúrgico do paciente. As principais indicações de cirurgia são:
- Aneurisma da aorta abdominal com diâmetro ≥ 5,5 cm em homens ou ≥ 5,0 cm em mulheres
- Aneurisma da aorta ascendente com diâmetro ≥ 5,5 cm (ou ≥ 5,0 cm em pacientes com válvula bicúspide, Marfan ou outras condições de alto risco)
- Crescimento rápido: mais de 1 cm por ano ou mais de 0,5 cm em 6 meses
- Aneurisma sintomático (dor, compressão de estruturas adjacentes)
- Embolização distal de trombos a partir do aneurisma
- Dissecção ou ruptura (emergência)
Aneurismas menores, sem sintomas e com crescimento lento são acompanhados com exames de imagem periódicos (a cada 6 a 12 meses, dependendo do tamanho) e controle rigoroso dos fatores de risco.
Técnicas de tratamento cirúrgico
O tratamento do aneurisma de aorta pode ser realizado por duas abordagens principais, conforme a localização e a anatomia da lesão:
- Cirurgia aberta convencional: o segmento aneurismático é substituído por uma prótese tubular sintética. É a técnica de referência para aneurismas da aorta ascendente e é também utilizada em aorta abdominal. Oferece excelentes resultados a longo prazo
- Reparo endovascular (EVAR/TEVAR): técnica minimamente invasiva na qual uma endoprótese (stent-graft) é introduzida por cateteres nas artérias da virilha e implantada no interior do aneurisma, excluindo o saco aneurismático da circulação. Indicada principalmente para aneurismas da aorta abdominal e torácica descendente em pacientes selecionados. Menor tempo de recuperação e menor sangramento, mas exige acompanhamento rigoroso com exames de imagem
Rastreamento e prevenção do aneurisma de aorta
Considerando que o aneurisma de aorta é silencioso e potencialmente fatal, o rastreamento por ultrassom abdominal é recomendado para homens entre 65 e 75 anos que sejam fumantes ou ex-fumantes. Pessoas com familiar de primeiro grau com aneurisma também devem ser rastreadas mais precocemente.
O controle rigoroso da hipertensão arterial e a cessação do tabagismo são as medidas preventivas mais eficazes para retardar o crescimento do aneurisma e reduzir o risco de complicações.
Diagnóstico e tratamento em SC com Dr. Maikon Madeira
O Dr. Maikon Madeira oferece avaliação completa para pacientes com diagnóstico de aneurisma de aorta ou com fatores de risco para essa condição. Com experiência em cirurgia aberta e conhecimento das técnicas endovasculares, ele oferece a melhor abordagem para cada caso em Santa Catarina, com consultórios em Itajaí, Balneário Camboriú e Joinville.
Cirurgião Cardiovascular | SBCCV | CFM
Itajaí • Balneário Camboriú • Joinville — SC
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